sexta-feira, agosto 14, 2009
Esperar... o quê, afinal?
Esta manhã cheguei a mais uma conclusão na minha vida (e se calhar muitos de vós também já tiveram a experiência) que me levou a partilhá-la convosco. Passo a explicar:
Quando se espera por algo ou alguém, não é a espera que é difícil, mas sim a concretização dessa espera. Isto é, no fundo a espera acaba num dado momento, mas chegamos ao fim dela e obtemos (normalmente) o esperado ou desejado. Mas, na maioria das vezes, e foi isso que me aconteceu mais uma vez, o esperado, ao fim de uma longa espera, não aconteceu. E isto, meus amigos, é que é difícil. Um misto de desilusão, tristeza, desânimo... quando esperamos, esperamos,......esperamos,...... e temos que desistir! E ainda é mais difícil, quando finalmente e a muito custo, sabemos que é o momento de desistir.
Mas, a vida é isto mesmo. Temos que ultrapassar estes periodos menos bons e aprender com eles!
Afinal, podia ser pior, não?...
Quando se espera por algo ou alguém, não é a espera que é difícil, mas sim a concretização dessa espera. Isto é, no fundo a espera acaba num dado momento, mas chegamos ao fim dela e obtemos (normalmente) o esperado ou desejado. Mas, na maioria das vezes, e foi isso que me aconteceu mais uma vez, o esperado, ao fim de uma longa espera, não aconteceu. E isto, meus amigos, é que é difícil. Um misto de desilusão, tristeza, desânimo... quando esperamos, esperamos,......esperamos,...... e temos que desistir! E ainda é mais difícil, quando finalmente e a muito custo, sabemos que é o momento de desistir.
Mas, a vida é isto mesmo. Temos que ultrapassar estes periodos menos bons e aprender com eles!
Afinal, podia ser pior, não?...
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Pensamento do dia
sexta-feira, junho 05, 2009
Tavira - Cabeça do Velho
Por caminhos de serra, passámos por montes e vales e chegámos a esta localidade chamada de Cabeça do Velho.
Um sítio onde pareçe que o tempo parou e que o que vemos, é aquilo que alguns dos nossos antepassados, noutro século estavam a ver...
No cimo do monte, podemos ver a paisagem a 360º, muito para além do imaginável.
Paisagens ainda naturais com nenhuma ou pouca intervenção do Homen, e que nos permitem apreciar o lugar sem grandes interferências.
Pinheiros, Sobreiros, Medronheiros, Pistacias (daroeiras), Azinheiras, Oliveiras, Eucaliptus, Estevas, Romaninhos, Alfazemas e todos os suaves aromas da Natureza que nos ajudam a imaginar o cenário...
A cor do tronco de um sobreiro onde há dois anos foi retirada a cortiça (data referenciada no tronco), os fetos que ainda estão no seu pico, pois o calor ainda não apertou muito...
Andamos mais um pouco e chegamos então ao ponto mais alto da região. E aqui está o marco geodésico que o confirma:
Uma bonita imagem com o seu toque especial...
Uma mistura de religioso, sentido de conquista, marco para um momento no passado com um significado hoje comparado talvez à conquista dos céus, pelo maior arranha-céus construído numa qualquer cidade por esse mundo fora...
Quando puderem, dêem uma volta por aí e pode ser que encontrem este ou outro qualquer lugar de beleza idêntica ou maior...
Bons passeios...
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Plantas do Algarve - Ilha de Faro
Há quem vá à praia para ver o mar...
ao nascer do sol, a meio da manhã, a meio da tarde, ou ao anoitecer...

Cakile maritima ssp. aegyptiaca e Medicago marina
ao nascer do sol, a meio da manhã, a meio da tarde, ou ao anoitecer...
Há quem vai á praia para apanhar sol e consequentemente apresentar daqueles bronzeados de fazer inveja a qualquer turista (nacional ou estrangeiro) que se desloque por aí.
Há quem vá para praticar desportos (menos ou mais radicais), como canoagem, surf ou vela...
Há ainda, quem vá à praia para outras coisas mais, que nem preciso mencionar, pois caberá a vós, pôr a vossa imaginação a funcionar...
Eu, vou para isso tudo e mais uma coisa: ver as plantas que estão á minha volta e como elas se vão transformando ao longo do ano, de simples raminhos secos e enfezados, até bonitas flores, coloridas e vistosas, ainda que por vezes de muito reduzida dimensão e visibilidade a qualquer transeunte.
É defeito de profissional, certamente, mas não consigo evitar...
Por isso, numa das minhas caminhadas habituais, captei estas imagens para vos mostrar.
Quem sabe se, na vossa próxima visita á praia ( a esta ou outra qualquer ao longo da nossa fantástica costa) também vejam alguma espécie que vos chame à atenção!
Cakile maritima ssp. aegyptiaca e Medicago marina
E já agora, não as pise, para que todos as possam ver...
Boas caminhadas...
Boas caminhadas...
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Flora natural do Algarve
quinta-feira, junho 04, 2009
Fuzeta - Parte II
Estive uma vez mais nesta terriola, que começo a gostar bastante!
Num pequeno passeio á "beira-rio" num agradável dia de pré-Verão, mostro-vos o que vi. E, uma vez mais, aqui fica a mensagem:
Num pequeno passeio á "beira-rio" num agradável dia de pré-Verão, mostro-vos o que vi. E, uma vez mais, aqui fica a mensagem:
visite e vai ver que gosta.
Como num qualquer domingo, o descanço deverá ser para todos... mesmo para os nossos abençoados pescadores (profissionais e amadores, obviamente).
A faina, no entanto, não fica á espera do descanço. Pelo contrário, é nos momentos de descanço que se aproveita para estas pequenas tarefas, como tratar das redes de pesca...
Esta imagem é para os pais e filhos deste mundo...
Achei bonito dar este nome a um barco...
Ah, já agora, e caso goste, aproveite para saborear uns caracóis com uma cervejola bem fresquinha. Vai ver que não se arrepende.
Bons passeios...
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quarta-feira, maio 27, 2009
Mértola - 5º Festival Islâmico
Mértola - Vila Museu

Integrado no programa do 5º Festival Islâmico da Mértola, o passeio contou com uma composição de cerca de 70 viaturas. Fizemo-nos á
estrada no sábado de manhã, rumo ás Minas de S.Domingos, onde acabou o passeio com um pequeno trial para testar a perícia e capacidade das máquinas e condutores.

Quanto ao Festival Islâmico, confesso que o melhor dia foi no domingo logo pela manhã, altura em que de facto foi possível visitar a feira e ver alguma coisa! Note-se que a divulgação do evento e o sucesso dos anos anteriores trouxe bastantes pessoas a visitar a feira/festival, o que tornou quase impossível caminhar pelas ruelas típicas da vila de Mértola, estreitas, empedradas e completamente recheadas de tendas com o artesanato típico destas paragens africanas.


Mais um fim de semana que passou, e uma vez mais uma saída até ao Alentejo, desta
feita até Mértola. Com o pretexto de visitar mais um Festival Islâmico, fez-se um pouco mais, e palmilhou-se um pouco mais da magnífica paisagem alentejana num pequeno percurso organizado uma vez mais pelo clube Todo-o-Terreno "Os Marafados do TT".
Integrado no programa do 5º Festival Islâmico da Mértola, o passeio contou com uma composição de cerca de 70 viaturas. Fizemo-nos á
O
que foi menos agradável, foi a chuva que começou a cair, logo quando a malta se preparava para o piquenique! Enfim, nada que umas árvores e uns toldos improvisados não remediassem. Afinal, quem vai para estas coisas, "avia-se" e tem que se sujeitar a estes imprevistos. E é essa parte que torna a coisa ainda mais divertida.
Quanto ao Festival Islâmico, confesso que o melhor dia foi no domingo logo pela manhã, altura em que de facto foi possível visitar a feira e ver alguma coisa! Note-se que a divulgação do evento e o sucesso dos anos anteriores trouxe bastantes pessoas a visitar a feira/festival, o que tornou quase impossível caminhar pelas ruelas típicas da vila de Mértola, estreitas, empedradas e completamente recheadas de tendas com o artesanato típico destas paragens africanas.
Os aromas, as cores, os idiomas e as gentes com que nos cruzamos dá-nos uma imensa vontade de conhecer estas regiões africanas com hábitos e costumes tão diferentes dos nossos mas que deixaram as suas raízes por cá...
Aliás, deixo-vos aqui um convite para visitarem o certame daqui a dois anos. Vai valer a pena, vão ver....
Até para a próxima.... e bons passeios!
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domingo, março 22, 2009
Carvoeiro, Alfanzina - Algarve
Há uns dias, passei por aqui, e resolvi tirar umas fotografias, pois é uma zona bastante bonita e agradável para passar uma tarde (ou manhã, para os mais madrugadores!).
Para mim, esta zona tem um significado especial, pois sempre que posso, vou até junto das falésias, para apreciar a paisagem e digamos, meditar um pouco sobre o meu dia-a-dia.
Recomendo apenas atenção com as gaivotas, que por vezes não gostam da nossa presença por lá, vá-se lá saber a verdadeira razão. Umas vezes pelas crias que estão nos ninhos, outras vezes por não lhes darem comida, outras, simplesmente para reclamar a paisagem, o certo é que elas se tornam agressivas, qual cenário de Hitchcock!
Técnicamente, tinha um alcance luminoso de 30 metros e um alcance geográfico de 20 milhas (considerando que o observador está colocado
a 5 metros acima do nível do mar). Em 1982, e tendo já passado por várias intervenções, o Farol é ligado á rede de energia geral, sendo instalada uma lâmpada de 1000W, passando o seu alcance para as 29 milhas.
Coordenadas geográficas:
Latitude: 37º 05,28 Norte
Longitude: 08º 26,47 Oeste
O carso caracteriza-se por ter, geralmente, cavernas ou grutas, drenagem subterrânea, dolinas e outros elementos de morfologia cársica.
Os processos de génese do carso ocorrem ao longo de milhares de anos e têm origem na dissolução das rochas, por acção da água da chuva, que se torna ligeiramente ácida ao incorporar dióxido de carbono (CO2) da atmosfera e depois de atravessar o solo. Assim, ao infiltrar-se através da rocha carbonatada, esta água acidificada vai dissolvê-la, ajudando a formar a paisagem cársica.
Paisagens e poema:
Passei o Dia Ouvindo o que o Mar Dizia
Eu hontem passei o dia
Ouvindo o que o mar dizia.
Chorámos, rimos, cantámos.
Fallou-me do seu destino,
Do seu fado...
Depois, para se alegrar,
Ergueu-se, e bailando, e rindo,
Poz-se a cantar
Um canto molhádo e lindo.
O seu halito perfuma,
E o seu perfume faz mal!
Deserto de aguas sem fim.
Ó sepultura da minha raça
Quando me guardas a mim?...
Elle afastou-se calado;
Eu afastei-me mais triste,
Mais doente, mais cansado...
Ao longe o Sol na agonia
De rôxo as aguas tingia.
«Voz do mar, mysteriosa;
Voz do amôr e da verdade!
- Ó voz moribunda e dôce
Da minha grande Saudade!
Voz amarga de quem fica,
Trémula voz de quem parte...»
. . . . . . . . . . . . . . . .
E os poetas a cantar
São echos da voz do mar!
António Botto, in 'Canções'
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sexta-feira, março 20, 2009
Fuzeta - Algarve
Num destes dias, num passeio sem destino, vagueei, com os meus familiares por terras algarvias, junto ao mar. E posso dizer que foi muito agradável, pois o dia estava espectacular.
Com um sol radioso, fomos andando por caminhos de terra batida (possível de fazer de BTT ou TT, como foi o caso) e encontrámos bonitas paisagens:
Salinas...
uma pequena, mas muito bem estruturada avenida e marina...

e uns bons bancos para sentar (não fosse eu uma alentejana que gosta de estar sentada!) e observar a bonita paisagem.

Fuzeta, terra pacata, mas que vale a pena visitar. Assim como toda a região, que vai desde Olhão até Vila Nova de Cacela.
Com um sol radioso, fomos andando por caminhos de terra batida (possível de fazer de BTT ou TT, como foi o caso) e encontrámos bonitas paisagens:
Salinas...
e uns bons bancos para sentar (não fosse eu uma alentejana que gosta de estar sentada!) e observar a bonita paisagem.
Fuzeta, terra pacata, mas que vale a pena visitar. Assim como toda a região, que vai desde Olhão até Vila Nova de Cacela.
Recomendo a visita a todos.
Ah, e levem um bom farnel, pois encontrarão óptimos sítios para sentar e aliviar a fome que de certo irão sentir ao longo do percurso.
Bom resto de fim-de-semana!
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sexta-feira, março 13, 2009
Um beijo vale mais do que mil palavras...
Quando tudo nos passa pela cabeça, pensamos, pensamos e não chegamos a conclusão alguma, atingimos o nosso limite da sanidade.
Queremos mudar. Mas como?
Queremos fazer algo de novo. Mas o quê?
Bem, para dizer a verdade, consegui chegar a uma conclusão: a de que um simples beijo ajudava a chegar a muitas outras soluções.
Afinal um beijo, dado por alguém que gostamos, abrem mil portas e apresentam-nos um horizonte sem limite.
Este fim de semana, dêem muitos beijos e carinhos uns aos outros. Recomenda-se...
Queremos mudar. Mas como?
Queremos fazer algo de novo. Mas o quê?
Bem, para dizer a verdade, consegui chegar a uma conclusão: a de que um simples beijo ajudava a chegar a muitas outras soluções.
Afinal um beijo, dado por alguém que gostamos, abrem mil portas e apresentam-nos um horizonte sem limite.
Este fim de semana, dêem muitos beijos e carinhos uns aos outros. Recomenda-se...
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segunda-feira, fevereiro 23, 2009
ALENTEJO - Terra de Contrastes
O Alentejo tem o seu encanto especial. Como as cores de um arco-iris, assim a sua imagem vai mudando ao longo das estações do Ano. De castanho-dourado, a paisagem vai-se alterando, e tal como um pintor vai trabalhando a sua tela e as suas cores, assim a Natureza vai criando uma nova cor a cada instante, produzindo estes (e outros) belos "postais".
Imensa, a perder de vista e de umas cores, que a muito custo ainda se vão vendo nesta região.

Algures, perto de Ourique, mais precisamente numa terriola com o nome de Ribeira dos Aivados, é possível contemplar esta paisagem.
Imensa, a perder de vista e de umas cores, que a muito custo ainda se vão vendo nesta região.
É certo que existem outras paisagens tão ou mais bonitas que esta, mas eu, como Alentejana que sou, fico sempre feliz que, num agradável dia, num qualquer fim-de-semana, me fazer á estrada e ver isto e outras mais.
Aqui ficam algumas imagens para vós.
E, como diziam há uns tempos atrás, e principalmente agora com a dita crise:
"Vá para fora, cá dentro!"
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domingo, fevereiro 01, 2009
Fim-de-semana á lareira
Por vezes é reconfortante passar o dia em casa, junto de uma lareira, a sentir o calor do lume.
Este fim-de-semana foi um desses casos: chuva com poucas abertas, frio, algum vento (menos do que o previsto, felizmente!), enfim, todos os ingredientes para passar o dia de forma preguiçosa.

Mas, estes dias trazem também um pouco de nostalgia. Saudades dos nossos tempos de criança, em que na casa dos nossos pais, avós ou familiares, toda a família se juntava debaixo daquelas enormes lareiras ao tipo das típicas casas alentejanas, e se contavam histórias incríveis.
Lembro-me de me contarem histórias quase no limiar do fantástico, em que tios e avós, ainda com a inocente crença da presença e existência dos "medos", contavam que viam luzes no meio do escuro, movimentos de sombras, ouviam sons desconhecidos no meio dos campos e da noite,...
Enfim, um sem número de histórias, que me faziam imaginar histórias do imaginário, mas em que eu acreditava vivamente.
Como era boa a vida de outros tempos, em que crianças como nós, na sua natural inocência, acreditavam em tudo, sem questionar, sem responder que tudo se pode explicar e tem solução (mais ou menos) científica!
E as anedotas? Lembram-se como era? Como toda a família ria em conjunto com os disparates e
anedotas contadas pelos nossos tios, sem qualquer maldade, mas apenas com a típica pronuncia
alentejana (e tudo o que vinha nas entrelinhas das piadas que nós, pequeninos, não entendiamos) e gestos e macacadas?
E os doces e bolos? A comida feita na panela de barro, com carne salgada, feijão, hortaliça e tudo o que uma boa sopa alentejana contêm? Os cogumelos do campo que se apanhavam durante a manhã e que depois de faziam ao lume? As bolotas que se assavam no burralho do lume?
Eram de facto outros tempos. Talvez não tão bons em termos monetários ou de status, mas concerteza muito mais ricos em vivências pessoais, compartilha entre pessoas e amor do que os modernos tempos.
Ganha-se por um lado, perde-se por outro!
E tudo isto me passou pela cabeça, numa tarde de chuva, frio e vento, junto com a minha cadelinha a ressonar e a deliciar-se junto á lareira.
Vale a pena viver estes momentos de nostalgia. Acreditem. Faz-nos acordar para a vida e saborear ainda mais aquilo que conseguimos nos nossos momentos de luta.
Um bom resto de noite para quem anda por aqui.
Este fim-de-semana foi um desses casos: chuva com poucas abertas, frio, algum vento (menos do que o previsto, felizmente!), enfim, todos os ingredientes para passar o dia de forma preguiçosa.

Mas, estes dias trazem também um pouco de nostalgia. Saudades dos nossos tempos de criança, em que na casa dos nossos pais, avós ou familiares, toda a família se juntava debaixo daquelas enormes lareiras ao tipo das típicas casas alentejanas, e se contavam histórias incríveis.
Lembro-me de me contarem histórias quase no limiar do fantástico, em que tios e avós, ainda com a inocente crença da presença e existência dos "medos", contavam que viam luzes no meio do escuro, movimentos de sombras, ouviam sons desconhecidos no meio dos campos e da noite,...
Enfim, um sem número de histórias, que me faziam imaginar histórias do imaginário, mas em que eu acreditava vivamente.
Como era boa a vida de outros tempos, em que crianças como nós, na sua natural inocência, acreditavam em tudo, sem questionar, sem responder que tudo se pode explicar e tem solução (mais ou menos) científica!
E as anedotas? Lembram-se como era? Como toda a família ria em conjunto com os disparates e
anedotas contadas pelos nossos tios, sem qualquer maldade, mas apenas com a típica pronuncia
alentejana (e tudo o que vinha nas entrelinhas das piadas que nós, pequeninos, não entendiamos) e gestos e macacadas?
E os doces e bolos? A comida feita na panela de barro, com carne salgada, feijão, hortaliça e tudo o que uma boa sopa alentejana contêm? Os cogumelos do campo que se apanhavam durante a manhã e que depois de faziam ao lume? As bolotas que se assavam no burralho do lume?
Eram de facto outros tempos. Talvez não tão bons em termos monetários ou de status, mas concerteza muito mais ricos em vivências pessoais, compartilha entre pessoas e amor do que os modernos tempos.
Ganha-se por um lado, perde-se por outro!
E tudo isto me passou pela cabeça, numa tarde de chuva, frio e vento, junto com a minha cadelinha a ressonar e a deliciar-se junto á lareira.
Vale a pena viver estes momentos de nostalgia. Acreditem. Faz-nos acordar para a vida e saborear ainda mais aquilo que conseguimos nos nossos momentos de luta.
Um bom resto de noite para quem anda por aqui.
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sexta-feira, agosto 14, 2009
Esperar... o quê, afinal?
Esta manhã cheguei a mais uma conclusão na minha vida (e se calhar muitos de vós também já tiveram a experiência) que me levou a partilhá-la convosco. Passo a explicar:
Quando se espera por algo ou alguém, não é a espera que é difícil, mas sim a concretização dessa espera. Isto é, no fundo a espera acaba num dado momento, mas chegamos ao fim dela e obtemos (normalmente) o esperado ou desejado. Mas, na maioria das vezes, e foi isso que me aconteceu mais uma vez, o esperado, ao fim de uma longa espera, não aconteceu. E isto, meus amigos, é que é difícil. Um misto de desilusão, tristeza, desânimo... quando esperamos, esperamos,......esperamos,...... e temos que desistir! E ainda é mais difícil, quando finalmente e a muito custo, sabemos que é o momento de desistir.
Mas, a vida é isto mesmo. Temos que ultrapassar estes periodos menos bons e aprender com eles!
Afinal, podia ser pior, não?...
Quando se espera por algo ou alguém, não é a espera que é difícil, mas sim a concretização dessa espera. Isto é, no fundo a espera acaba num dado momento, mas chegamos ao fim dela e obtemos (normalmente) o esperado ou desejado. Mas, na maioria das vezes, e foi isso que me aconteceu mais uma vez, o esperado, ao fim de uma longa espera, não aconteceu. E isto, meus amigos, é que é difícil. Um misto de desilusão, tristeza, desânimo... quando esperamos, esperamos,......esperamos,...... e temos que desistir! E ainda é mais difícil, quando finalmente e a muito custo, sabemos que é o momento de desistir.
Mas, a vida é isto mesmo. Temos que ultrapassar estes periodos menos bons e aprender com eles!
Afinal, podia ser pior, não?...
sexta-feira, junho 05, 2009
Tavira - Cabeça do Velho
Por caminhos de serra, passámos por montes e vales e chegámos a esta localidade chamada de Cabeça do Velho.
Um sítio onde pareçe que o tempo parou e que o que vemos, é aquilo que alguns dos nossos antepassados, noutro século estavam a ver...
No cimo do monte, podemos ver a paisagem a 360º, muito para além do imaginável.
Paisagens ainda naturais com nenhuma ou pouca intervenção do Homen, e que nos permitem apreciar o lugar sem grandes interferências.
Pinheiros, Sobreiros, Medronheiros, Pistacias (daroeiras), Azinheiras, Oliveiras, Eucaliptus, Estevas, Romaninhos, Alfazemas e todos os suaves aromas da Natureza que nos ajudam a imaginar o cenário...
A cor do tronco de um sobreiro onde há dois anos foi retirada a cortiça (data referenciada no tronco), os fetos que ainda estão no seu pico, pois o calor ainda não apertou muito...
Andamos mais um pouco e chegamos então ao ponto mais alto da região. E aqui está o marco geodésico que o confirma:
Uma bonita imagem com o seu toque especial...
Uma mistura de religioso, sentido de conquista, marco para um momento no passado com um significado hoje comparado talvez à conquista dos céus, pelo maior arranha-céus construído numa qualquer cidade por esse mundo fora...
Quando puderem, dêem uma volta por aí e pode ser que encontrem este ou outro qualquer lugar de beleza idêntica ou maior...
Bons passeios...
Plantas do Algarve - Ilha de Faro
Há quem vá à praia para ver o mar...
ao nascer do sol, a meio da manhã, a meio da tarde, ou ao anoitecer...

Cakile maritima ssp. aegyptiaca e Medicago marina
ao nascer do sol, a meio da manhã, a meio da tarde, ou ao anoitecer...
Há quem vai á praia para apanhar sol e consequentemente apresentar daqueles bronzeados de fazer inveja a qualquer turista (nacional ou estrangeiro) que se desloque por aí.
Há quem vá para praticar desportos (menos ou mais radicais), como canoagem, surf ou vela...
Há ainda, quem vá à praia para outras coisas mais, que nem preciso mencionar, pois caberá a vós, pôr a vossa imaginação a funcionar...
Eu, vou para isso tudo e mais uma coisa: ver as plantas que estão á minha volta e como elas se vão transformando ao longo do ano, de simples raminhos secos e enfezados, até bonitas flores, coloridas e vistosas, ainda que por vezes de muito reduzida dimensão e visibilidade a qualquer transeunte.
É defeito de profissional, certamente, mas não consigo evitar...
Por isso, numa das minhas caminhadas habituais, captei estas imagens para vos mostrar.
Quem sabe se, na vossa próxima visita á praia ( a esta ou outra qualquer ao longo da nossa fantástica costa) também vejam alguma espécie que vos chame à atenção!
Cakile maritima ssp. aegyptiaca e Medicago marina
E já agora, não as pise, para que todos as possam ver...
Boas caminhadas...
Boas caminhadas...
quinta-feira, junho 04, 2009
Fuzeta - Parte II
Estive uma vez mais nesta terriola, que começo a gostar bastante!
Num pequeno passeio á "beira-rio" num agradável dia de pré-Verão, mostro-vos o que vi. E, uma vez mais, aqui fica a mensagem:
Num pequeno passeio á "beira-rio" num agradável dia de pré-Verão, mostro-vos o que vi. E, uma vez mais, aqui fica a mensagem:
visite e vai ver que gosta.
Como num qualquer domingo, o descanço deverá ser para todos... mesmo para os nossos abençoados pescadores (profissionais e amadores, obviamente).
A faina, no entanto, não fica á espera do descanço. Pelo contrário, é nos momentos de descanço que se aproveita para estas pequenas tarefas, como tratar das redes de pesca...
Esta imagem é para os pais e filhos deste mundo...
Achei bonito dar este nome a um barco...
Ah, já agora, e caso goste, aproveite para saborear uns caracóis com uma cervejola bem fresquinha. Vai ver que não se arrepende.
Bons passeios...
quarta-feira, maio 27, 2009
Mértola - 5º Festival Islâmico
Mértola - Vila Museu

Integrado no programa do 5º Festival Islâmico da Mértola, o passeio contou com uma composição de cerca de 70 viaturas. Fizemo-nos á
estrada no sábado de manhã, rumo ás Minas de S.Domingos, onde acabou o passeio com um pequeno trial para testar a perícia e capacidade das máquinas e condutores.

Quanto ao Festival Islâmico, confesso que o melhor dia foi no domingo logo pela manhã, altura em que de facto foi possível visitar a feira e ver alguma coisa! Note-se que a divulgação do evento e o sucesso dos anos anteriores trouxe bastantes pessoas a visitar a feira/festival, o que tornou quase impossível caminhar pelas ruelas típicas da vila de Mértola, estreitas, empedradas e completamente recheadas de tendas com o artesanato típico destas paragens africanas.


Mais um fim de semana que passou, e uma vez mais uma saída até ao Alentejo, desta
feita até Mértola. Com o pretexto de visitar mais um Festival Islâmico, fez-se um pouco mais, e palmilhou-se um pouco mais da magnífica paisagem alentejana num pequeno percurso organizado uma vez mais pelo clube Todo-o-Terreno "Os Marafados do TT".
Integrado no programa do 5º Festival Islâmico da Mértola, o passeio contou com uma composição de cerca de 70 viaturas. Fizemo-nos á
O
que foi menos agradável, foi a chuva que começou a cair, logo quando a malta se preparava para o piquenique! Enfim, nada que umas árvores e uns toldos improvisados não remediassem. Afinal, quem vai para estas coisas, "avia-se" e tem que se sujeitar a estes imprevistos. E é essa parte que torna a coisa ainda mais divertida.
Quanto ao Festival Islâmico, confesso que o melhor dia foi no domingo logo pela manhã, altura em que de facto foi possível visitar a feira e ver alguma coisa! Note-se que a divulgação do evento e o sucesso dos anos anteriores trouxe bastantes pessoas a visitar a feira/festival, o que tornou quase impossível caminhar pelas ruelas típicas da vila de Mértola, estreitas, empedradas e completamente recheadas de tendas com o artesanato típico destas paragens africanas.
Os aromas, as cores, os idiomas e as gentes com que nos cruzamos dá-nos uma imensa vontade de conhecer estas regiões africanas com hábitos e costumes tão diferentes dos nossos mas que deixaram as suas raízes por cá...
Aliás, deixo-vos aqui um convite para visitarem o certame daqui a dois anos. Vai valer a pena, vão ver....
Até para a próxima.... e bons passeios!
domingo, março 22, 2009
Carvoeiro, Alfanzina - Algarve
Há uns dias, passei por aqui, e resolvi tirar umas fotografias, pois é uma zona bastante bonita e agradável para passar uma tarde (ou manhã, para os mais madrugadores!).
Para mim, esta zona tem um significado especial, pois sempre que posso, vou até junto das falésias, para apreciar a paisagem e digamos, meditar um pouco sobre o meu dia-a-dia.
Recomendo apenas atenção com as gaivotas, que por vezes não gostam da nossa presença por lá, vá-se lá saber a verdadeira razão. Umas vezes pelas crias que estão nos ninhos, outras vezes por não lhes darem comida, outras, simplesmente para reclamar a paisagem, o certo é que elas se tornam agressivas, qual cenário de Hitchcock!
Técnicamente, tinha um alcance luminoso de 30 metros e um alcance geográfico de 20 milhas (considerando que o observador está colocado
a 5 metros acima do nível do mar). Em 1982, e tendo já passado por várias intervenções, o Farol é ligado á rede de energia geral, sendo instalada uma lâmpada de 1000W, passando o seu alcance para as 29 milhas.
Coordenadas geográficas:
Latitude: 37º 05,28 Norte
Longitude: 08º 26,47 Oeste
O carso caracteriza-se por ter, geralmente, cavernas ou grutas, drenagem subterrânea, dolinas e outros elementos de morfologia cársica.
Os processos de génese do carso ocorrem ao longo de milhares de anos e têm origem na dissolução das rochas, por acção da água da chuva, que se torna ligeiramente ácida ao incorporar dióxido de carbono (CO2) da atmosfera e depois de atravessar o solo. Assim, ao infiltrar-se através da rocha carbonatada, esta água acidificada vai dissolvê-la, ajudando a formar a paisagem cársica.
Paisagens e poema:
Passei o Dia Ouvindo o que o Mar Dizia
Eu hontem passei o dia
Ouvindo o que o mar dizia.
Chorámos, rimos, cantámos.
Fallou-me do seu destino,
Do seu fado...
Depois, para se alegrar,
Ergueu-se, e bailando, e rindo,
Poz-se a cantar
Um canto molhádo e lindo.
O seu halito perfuma,
E o seu perfume faz mal!
Deserto de aguas sem fim.
Ó sepultura da minha raça
Quando me guardas a mim?...
Elle afastou-se calado;
Eu afastei-me mais triste,
Mais doente, mais cansado...
Ao longe o Sol na agonia
De rôxo as aguas tingia.
«Voz do mar, mysteriosa;
Voz do amôr e da verdade!
- Ó voz moribunda e dôce
Da minha grande Saudade!
Voz amarga de quem fica,
Trémula voz de quem parte...»
. . . . . . . . . . . . . . . .
E os poetas a cantar
São echos da voz do mar!
António Botto, in 'Canções'
sexta-feira, março 20, 2009
Fuzeta - Algarve
Num destes dias, num passeio sem destino, vagueei, com os meus familiares por terras algarvias, junto ao mar. E posso dizer que foi muito agradável, pois o dia estava espectacular.
Com um sol radioso, fomos andando por caminhos de terra batida (possível de fazer de BTT ou TT, como foi o caso) e encontrámos bonitas paisagens:
Salinas...
uma pequena, mas muito bem estruturada avenida e marina...

e uns bons bancos para sentar (não fosse eu uma alentejana que gosta de estar sentada!) e observar a bonita paisagem.

Fuzeta, terra pacata, mas que vale a pena visitar. Assim como toda a região, que vai desde Olhão até Vila Nova de Cacela.
Com um sol radioso, fomos andando por caminhos de terra batida (possível de fazer de BTT ou TT, como foi o caso) e encontrámos bonitas paisagens:
Salinas...
e uns bons bancos para sentar (não fosse eu uma alentejana que gosta de estar sentada!) e observar a bonita paisagem.
Fuzeta, terra pacata, mas que vale a pena visitar. Assim como toda a região, que vai desde Olhão até Vila Nova de Cacela.
Recomendo a visita a todos.
Ah, e levem um bom farnel, pois encontrarão óptimos sítios para sentar e aliviar a fome que de certo irão sentir ao longo do percurso.
Bom resto de fim-de-semana!
sexta-feira, março 13, 2009
Um beijo vale mais do que mil palavras...
Quando tudo nos passa pela cabeça, pensamos, pensamos e não chegamos a conclusão alguma, atingimos o nosso limite da sanidade.
Queremos mudar. Mas como?
Queremos fazer algo de novo. Mas o quê?
Bem, para dizer a verdade, consegui chegar a uma conclusão: a de que um simples beijo ajudava a chegar a muitas outras soluções.
Afinal um beijo, dado por alguém que gostamos, abrem mil portas e apresentam-nos um horizonte sem limite.
Este fim de semana, dêem muitos beijos e carinhos uns aos outros. Recomenda-se...
Queremos mudar. Mas como?
Queremos fazer algo de novo. Mas o quê?
Bem, para dizer a verdade, consegui chegar a uma conclusão: a de que um simples beijo ajudava a chegar a muitas outras soluções.
Afinal um beijo, dado por alguém que gostamos, abrem mil portas e apresentam-nos um horizonte sem limite.
Este fim de semana, dêem muitos beijos e carinhos uns aos outros. Recomenda-se...
segunda-feira, fevereiro 23, 2009
ALENTEJO - Terra de Contrastes
O Alentejo tem o seu encanto especial. Como as cores de um arco-iris, assim a sua imagem vai mudando ao longo das estações do Ano. De castanho-dourado, a paisagem vai-se alterando, e tal como um pintor vai trabalhando a sua tela e as suas cores, assim a Natureza vai criando uma nova cor a cada instante, produzindo estes (e outros) belos "postais".
Imensa, a perder de vista e de umas cores, que a muito custo ainda se vão vendo nesta região.

Algures, perto de Ourique, mais precisamente numa terriola com o nome de Ribeira dos Aivados, é possível contemplar esta paisagem.
Imensa, a perder de vista e de umas cores, que a muito custo ainda se vão vendo nesta região.
É certo que existem outras paisagens tão ou mais bonitas que esta, mas eu, como Alentejana que sou, fico sempre feliz que, num agradável dia, num qualquer fim-de-semana, me fazer á estrada e ver isto e outras mais.
Aqui ficam algumas imagens para vós.
E, como diziam há uns tempos atrás, e principalmente agora com a dita crise:
"Vá para fora, cá dentro!"
domingo, fevereiro 01, 2009
Fim-de-semana á lareira
Por vezes é reconfortante passar o dia em casa, junto de uma lareira, a sentir o calor do lume.
Este fim-de-semana foi um desses casos: chuva com poucas abertas, frio, algum vento (menos do que o previsto, felizmente!), enfim, todos os ingredientes para passar o dia de forma preguiçosa.

Mas, estes dias trazem também um pouco de nostalgia. Saudades dos nossos tempos de criança, em que na casa dos nossos pais, avós ou familiares, toda a família se juntava debaixo daquelas enormes lareiras ao tipo das típicas casas alentejanas, e se contavam histórias incríveis.
Lembro-me de me contarem histórias quase no limiar do fantástico, em que tios e avós, ainda com a inocente crença da presença e existência dos "medos", contavam que viam luzes no meio do escuro, movimentos de sombras, ouviam sons desconhecidos no meio dos campos e da noite,...
Enfim, um sem número de histórias, que me faziam imaginar histórias do imaginário, mas em que eu acreditava vivamente.
Como era boa a vida de outros tempos, em que crianças como nós, na sua natural inocência, acreditavam em tudo, sem questionar, sem responder que tudo se pode explicar e tem solução (mais ou menos) científica!
E as anedotas? Lembram-se como era? Como toda a família ria em conjunto com os disparates e
anedotas contadas pelos nossos tios, sem qualquer maldade, mas apenas com a típica pronuncia
alentejana (e tudo o que vinha nas entrelinhas das piadas que nós, pequeninos, não entendiamos) e gestos e macacadas?
E os doces e bolos? A comida feita na panela de barro, com carne salgada, feijão, hortaliça e tudo o que uma boa sopa alentejana contêm? Os cogumelos do campo que se apanhavam durante a manhã e que depois de faziam ao lume? As bolotas que se assavam no burralho do lume?
Eram de facto outros tempos. Talvez não tão bons em termos monetários ou de status, mas concerteza muito mais ricos em vivências pessoais, compartilha entre pessoas e amor do que os modernos tempos.
Ganha-se por um lado, perde-se por outro!
E tudo isto me passou pela cabeça, numa tarde de chuva, frio e vento, junto com a minha cadelinha a ressonar e a deliciar-se junto á lareira.
Vale a pena viver estes momentos de nostalgia. Acreditem. Faz-nos acordar para a vida e saborear ainda mais aquilo que conseguimos nos nossos momentos de luta.
Um bom resto de noite para quem anda por aqui.
Este fim-de-semana foi um desses casos: chuva com poucas abertas, frio, algum vento (menos do que o previsto, felizmente!), enfim, todos os ingredientes para passar o dia de forma preguiçosa.

Mas, estes dias trazem também um pouco de nostalgia. Saudades dos nossos tempos de criança, em que na casa dos nossos pais, avós ou familiares, toda a família se juntava debaixo daquelas enormes lareiras ao tipo das típicas casas alentejanas, e se contavam histórias incríveis.
Lembro-me de me contarem histórias quase no limiar do fantástico, em que tios e avós, ainda com a inocente crença da presença e existência dos "medos", contavam que viam luzes no meio do escuro, movimentos de sombras, ouviam sons desconhecidos no meio dos campos e da noite,...
Enfim, um sem número de histórias, que me faziam imaginar histórias do imaginário, mas em que eu acreditava vivamente.
Como era boa a vida de outros tempos, em que crianças como nós, na sua natural inocência, acreditavam em tudo, sem questionar, sem responder que tudo se pode explicar e tem solução (mais ou menos) científica!
E as anedotas? Lembram-se como era? Como toda a família ria em conjunto com os disparates e
anedotas contadas pelos nossos tios, sem qualquer maldade, mas apenas com a típica pronuncia
alentejana (e tudo o que vinha nas entrelinhas das piadas que nós, pequeninos, não entendiamos) e gestos e macacadas?
E os doces e bolos? A comida feita na panela de barro, com carne salgada, feijão, hortaliça e tudo o que uma boa sopa alentejana contêm? Os cogumelos do campo que se apanhavam durante a manhã e que depois de faziam ao lume? As bolotas que se assavam no burralho do lume?
Eram de facto outros tempos. Talvez não tão bons em termos monetários ou de status, mas concerteza muito mais ricos em vivências pessoais, compartilha entre pessoas e amor do que os modernos tempos.
Ganha-se por um lado, perde-se por outro!
E tudo isto me passou pela cabeça, numa tarde de chuva, frio e vento, junto com a minha cadelinha a ressonar e a deliciar-se junto á lareira.
Vale a pena viver estes momentos de nostalgia. Acreditem. Faz-nos acordar para a vida e saborear ainda mais aquilo que conseguimos nos nossos momentos de luta.
Um bom resto de noite para quem anda por aqui.
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