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domingo, fevereiro 19, 2012

Passeio num Domingo cheio de sol á Quinta do Lago e Ludo

O lugar de passeio eleito para este dia de sol fantástico foi a Quinta do Lago, situado no Parque Natural da Ria Formosa.
Iniciámos o percurso no parque de estacionamento junto à ponte de acesso à famosa praia conhecida pela d'O Gigi. Seguimos pela esquerda, junto ao campo de golfe. Daí, seguimos sempre pelo trilho da esquerda, e fomos até ás salinas do Ludo, seguindo até ao caminho que vem da Ilha de Faro, para a Quinta do Lago. Daí, novamente até ao estacionamento. Distância, alguma...talvez 5 a 6 km. Tempo de caminhada, cerca de 2 horas e meia.

Sitio cheio de biodiversidade, onde as espécies mais evidentes são as aves, as plantas típicas destas paragens e os trilhos, sempre cheios de surpresas e de coisas novas. Senão, vejam...

Zona do Atlântico Parque, seguindo o trilho da esquerda em sentido ao Ludo. Vista Geral do lago.

Pato escondido num charco no meio dos eucaliptos

Alfarrobeira - Ceratonia siliqua, com um porte exemplar. Muito bonita e cuidada. Primeira paragem para fotos e descanso...

...da Maggie, que já começava a aqueçer! Mas estava muito contente com o passeio!

Perto da alfarrobeira, umas ruínas romanas de salga de peixe...que eu desconhecia por ali!

Pormenor das ruínas

Caminho sob os eucaliptus e acácias, ao longo do campo de golfe de S. Lourenço.

O tormento de muitas pessoas, mas de agrado de qualquer narizinho...Acácias em flor. Aqui o pormenor das suas flores.

Mais aves (patos, garças) num paraíso aqui tão perto.

Este, até se pôs de perfil, sem se mexer, para ficar bem na foto!

Os dois, juntinhos, Tête-a-tête a penicar o almocinho!

Flamingo, no meio dos patos, calmamente a petiscar.

Este, mal me deixou tirar esta foto, pois a maior parte do tempo, a sua cabeça estava mergulhada!
E assim se passou a tarde, calma e adorável, numa zona que para mim, é das mais importantes e belas do nosso Algarve.

Visitem e bons passeios...

sábado, setembro 10, 2011

Um dia de praia em Agosto

Num destes dias de Agosto, onde toda a população de Portugal se concentra (em peso!) na Costa Algarvia, decidi ir para um pouco mais longe, mas ainda assim pertinho de uma das zonas mais movimentadas na época balnear: Portimão/Lagos. Mesmo em frente a Alvor, e ao lado de Lagos/ Meia-Praia. Pois é, logo ali.
A vantagem, é que ao longe se veêm "formigas" e por alí, meia dúzia de pessoas, têm uma área de mais de 2 km de costa livre só para nós!
Dificuldade: pois é! É o acesso. Ou se vai a pé, ou se é previlegiado e se tem coragem para atravessar um pontão prestes a ruir a qualquer momento ou maré...


A minha menina também pôde ir e passou o dia, literalmente, na água, na tentativa infrutífera de apanhar uns peixinhos que insistiam em andar à sua volta...

A água estava fantástica, com uma temperatura ideal para estar de molho todo o dia...

As "marcas" de sapatos, calças ou calções desapareceram nesse mesmo dia!

 Entre uns mergulhos, umas braçadas e umas voltinhas na areia para ficar como um croquete, um momento de descanso... se bem que a areia nos olhos incomode um bocadinho! Mas a mamã limpa....
Mais uma voltinha...

Já agora, umas massagens com os pés....bom para ambas, obviamente!

Mas como tudo o que é bom, acaba por ter um fim, também o nosso dia de praia chegou ao fim. Afinal, ainda tinhamos uma horita de viagem.
Já agora, partilho convosco as imagens da paisagem que nos rodeava....
simplesmente digna de uma visita em qualquer época do ano.

Pequeno "estuário" na Ria de Alvor, onde é praticada a arte do viveirismo de bivalves...e onde os mais pequeninos podem gozar de um dia literalmente dentro de uma banheira gigante!


Este é caminho que temos que atravessar. O único que nos leva até às dunas, através da Ria.


 Parapente (quedas e trambolhões) praticado durante todo o ano, sempre que o vento o proporciona, dando cores diversas à paisagem e imenso movimento.

Aqui vemos então os "tabuleiros" de bivalves, num momento de maré vazia, onde o "cuidador" verifica o estado dos mesmos. Deixo as explicações técnicas, para os entendidos na matéria, pois eu só sou entendida no prato!
Mas a imagem é muito especial...


Um "close up"...

 E aqui estamos nós de partida.... o caminho vai ficar bem mais estreito e esburacado e digamos, da largura da viatura...ou um pouco menos!

 Atravessada a "ponte", esta é a imagem que se vê no estradão de acesso à costa...

Quase apanhava o pôr do sol...


 "Ready to go"..... cheinha de sono.

E este foi um dia de praia, relaxante, sem me preocupar com estacionamento, com o não puder partilhar desta maravilha à beira-mar plantada, juntamente com a minha companheira canina, e sem que tenha que fazer um cálculo da melhor forma de colocar a toalha e o guarda-sol, sem tocar na vizinhança!

Um lugar único, numa região linda e melhor....logo ali!

Bons passeios e bom resto de verão...

domingo, novembro 14, 2010

Vila de Monchique e Fóia

Fóio - Setembro 2010. Aqui, as núvens estão abaixo de nós...
Fóia: ponto mais alto de todo o Algarve, com os seus cerca de 910 metros de altitude, transporta-nos para outra estação, mesmo em pleno dia de Verão. Neste dia, com cerca de 31ºC ao nível do mar, chegamos lá acima e a temperatura vai para os 12-13ºC!
Frio. Muito frio, para quem vai de vestes de Verão!

Ao chegar lá acima, podemos apreciar a vista sobre toda a Serra de Monchique, onde as árvores formam um verdejante tapete que cobre grande parte da Serra. Pena e triste, as manchas despovoadas de árvores que se avistam aqui e além, devido a "desastres" que o Homem  ainda insiste em manter e promover, com os fogos que se verificam ano após ano...
Subir ao cimo das pedras na Fóia.


 As árvores, como alguém escreveu, "formam um misterioso jardim, uma catedral natural que o mar emoldura no infinito."

Lá em cima, sentimos a fria briza e as núvens que por nós passam e nos fazem sentir como sendo "parte" da natureza, de forma nua e natural.







 Descemos, em sentido à Vila de Monchique. Pelo caminho, passando por caminhos emoldurados de vegetação luxuriante, fontes, ribeiros e regatos que a cada curva se vão descobrindo. É esta riqueza hidrológica que dá vida, cor e frescura a esta região.

Castanhas ainda dentro do "ouriço" em fase de amadurecimento.

Castanheiro (árvore adulta) - nome científico: Castanea sativa

Uma das espécies, entre muitas outras, que se evidenciam na paisagem, são os Castanheiros (Castanea sativa), que nesta altura do ano, nos fornecem o precioso fruto, que pelas ruas das nossas vilas e cidades nos fazem cescer a água na boca - as castanhas. Aqui, ainda em fase de maturação.
Caminhos na Serra da Monchique, entre Castanheiros e Eucaliptos.

Caminhos e mais caminhos, por entre árvores várias. Aqui, uma zona de eucaliptal.

A extracção de sienitos (usada nas pedras de calçada da região) e a extracção de cortiça, são duas das actividades económicas mais importantes na região, a par do engarrafamento da água de Monchique e da exploração florestal intensiva (eucaliptos e pinheiros).

Outras fontes de rendimento são os produtos agro-alimentares artesanais e a apicultura. A suinicultura e a agricultura de subsistência, em socalcos, tmabém são relevantes para a economia local. Convém referir a já famosa Feira dos Enchidos de Monchique!


Vistas panorâmicas da Serra, transporta-nos para várias direcções e orientações desde a Serra até ao mar, lá ao fundo...
Vista da Serra num dos muitos miradouros que se podem encontrar.

Vila de Monchique: arte e cultura popular encontram-se no centro da vila.
Descemos mais um pouco pela serra e chegamos á vila: Vila de Monchique.

Aqui, encontramos a tradição da vila, aliada à modernização, num misto de arte e tradição, que tanto motiva e incentiva o turismo local.
Alusão aos mais pequenos da vila.

Painel de azulejos, situado no centro da vila.

Vista panoramica da Vila de Monchique.

Mais uma das vistas da Serra de Monchique.


Vale a pena visitar, com calma e tempo, de forma a descobrir o que de genuíno ainda existe na nossa região.

Fui um dia muito bem passado, em família.

Ah, e já agora, não deixe de experimentar a melhor parte: a gastronomia local - doces e enchidos....hum!

Aprecie e....bons passeios.
Momentos da vida da Vila, onde o doutor conversava com os mais jovens da terra.

segunda-feira, outubro 18, 2010

Alte - onde o verde e a água convidam a infindáveis momentos de lazer

Em mais um dia de passeio pelo nosso barrocal algarvio, cheguei a este fantástico lugar, baptizado de ALTE. Com as suas casas de tipo rural, construídas em taipa e com tecto de caniço que enquadram a brancura de uma aldeira tipicamente serrana, atraem qualquer turista nacional ou estrangeiros, para um passeio pedonal pelas suas ruas e ruelas. Note-se que a aldeia de Alte é geralmente considerada como uma das mais bonitas de Portugal.
Foi a tipicidade desta aldeia que me convidou a percorrer essas ruas apertadas, com calçadas empedradas com a tradicional calçada e com pequenos páteos aqui e ali, cheios de floreiras de coloridas e floridas sardinheiras (Pelargonium zonale).
A aldeia foi edificada entre os 4 cerros que a rodeiam: Galvana, Francelheira, Castelo e Rocha Maior, e convido-vos a um passeio "virtual" pela aldeia:

Num dos painéis visíveis ao longo do passeio junto á ribeira, é possível ver e ler este poema de Luís de Camões, tão antigo na sua origem, mas igualmente actual na mensagem que deixa.

Numa das esplanadas junto á ribeira, todas as mesas são construídas com os pés em ferro provenientes das famosas máquinas de costura de mesa - SINGER. Original e respeita os princípios da reciclagem...

A ribeira que atravessa Alte, desde a Fonte Grande à Queda do Vigário, dá frescura perene e alegria á aldeia. É frequente encontrar crianças e adultos a banharem-se e a brincar nas límpidas e frias águas da ribeira.




Pela aldeia adentro, caminhando desde a ribeira até ao centro da aldeia, é possível observar pequenas e típicas ruelas, com a sua típica calçada á portuguesa e aqui, com uma esplêndida bougainvillea em flor para alegrar o olho.

Em frente da Igreja Matriz de Alte, consegue ver-se ainda a placa na parede da casa que indica o sentido da Estrada Nacional, por caminhos outrora seguidos, mas que neste momento apenas são seguidos pelos turistas, curiosos e moradores locais, que querem explorar os caminhos de antigamente.
Capela de S. Luís nos dias de hoje.

Capela de S. Luíz nos tempos de outrora. Ao longo das ruelas podemos observar imagens dos vários pontos históricos da vila, em diferentes momentos da sua vida e evolução. Observem que a árvore é ainda a mesma em ambas as imagens...


Porta principal de entrada da Igreja Matriz. Com fundação anterior ao séc. XV, a igreja sofreu remodelações nos séc. XVI e XVIII. O portal e as pias baptismais são manuelinos. O maior destaque desta igreja, são a abóboda quinhentista artesoada, revestida com azulejos do séc. XVIII e talha barroca. Magníficos azulejos policromos completam a decoração da igreja, assim como as belas imagensde Santa Teresa (séc. XVII), Nossa Senhora do Rosário e Santa Margarida (séc. XVIII), também decoradas a azulejo.

Vista geral da Igreja Matriz, no centro da Aldeia de Alte.

De volta á Ribeira, passo por mais uma ruela em que a arquitectura típica se funde com o conforto das modernas casas por dentro, mas mantêm a cor e imagem de antigamente por fora.

Rua dos Pisadoiros, um painel de azulejos descreve e mostra uma das actividades praticada nos tempos idos e que ainda se mantêm vivo nas mentes dos mais idosos. Esta era a rua em que a actividade de empreita da palma era praticada desde as primeiras horas da madrugada, até ao nascer do sol, pelas senhoras da terra. A tarefa consistia em, após demolhar nas levadas da ribeira e enxuto o esparto, nas suas margens, este (o esparto) era depois pisado, horas a fio, nas ruas e largos da aldeia. Á noite, nos serões à lareira ou nos pátios da aldeia, as mulheres torciam-no entre as suas mãos, numa delicada e fina baracinha. Eram depois comercializados como objectos funcionais do quotidiano: ceirões, cabos, sacos de rede, alcofas, tapetes...
  
Um dos pontos mais altos da aldeia, onde é poss

Escultura na ribeira.


 
O pormenor de troncos de alfarrobeira (nome científico: Ceratonia siliqua, nome comum: alfarrobeira) a emergir de uma rocha, demonstrando e elevada capacidade de resistência e de persistência, para vingar num sistema rochoso como o da região. Podia ser uma escultura, mas é a natureza a sua autora... 


Exemplo de uma nora em funcionamento. Esta encontra-se á entrada do restaurante "Fonte Pequena", que se recomenda, principalmente pela especialidade que eu bastante aprecio: Carapaus alimados.....

Vista da margem lateral da ribeira

Um dos muitos poemas de Cândido Guerreiro - poeta altense, que tantas vezes se inspirou nas suas visitas á Fonte Pequena. O poeta apreciava particularmente a harmonia bucólica do local, cujas características ainda hoje se mantêm. Aliás, foi nesse lugar que a povoação resolveu adificar uma estátua sua, em sua homenagem.

A Fonte Pequena.

Ponte de acesso á vila, que passa sobre a ribeira. Vejam-se os bandos de patos mudos, patos reais e cisnes que passeam calmamente pela ribeira em busca de comida que os transeuntes e residentes lhes atiram á água.... A Maggie bem que olhou para eles e fez as suas contas de cabeça......mas decidiu apenas nadar com eles!
Ora bem.....quantos são?????

Ataque!!!!.....Bolas, a água está fria, brrrrrrr.........
fugiram todos. Porque seria?
 Muitas coisas ficaram por ver, mas muitas ficaram na memória. É um passeio para fazer só, ou em família, mas não esquecer nunca um farnelzito e um livro ou caderno de apontamentos, de forma a poder apreciar verdadeiramente este ambiente á nossa volta, que tanta gente inspirou...

E não deixe de apreciar a doçaria e confeitaria com a tradicional amêndoa e mel, nas pastelarias locais. E a aguardente de medronho que vai bem com todos esses docinhos...

Divirta-se e bons passeios...

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domingo, fevereiro 19, 2012

Passeio num Domingo cheio de sol á Quinta do Lago e Ludo

O lugar de passeio eleito para este dia de sol fantástico foi a Quinta do Lago, situado no Parque Natural da Ria Formosa.
Iniciámos o percurso no parque de estacionamento junto à ponte de acesso à famosa praia conhecida pela d'O Gigi. Seguimos pela esquerda, junto ao campo de golfe. Daí, seguimos sempre pelo trilho da esquerda, e fomos até ás salinas do Ludo, seguindo até ao caminho que vem da Ilha de Faro, para a Quinta do Lago. Daí, novamente até ao estacionamento. Distância, alguma...talvez 5 a 6 km. Tempo de caminhada, cerca de 2 horas e meia.

Sitio cheio de biodiversidade, onde as espécies mais evidentes são as aves, as plantas típicas destas paragens e os trilhos, sempre cheios de surpresas e de coisas novas. Senão, vejam...

Zona do Atlântico Parque, seguindo o trilho da esquerda em sentido ao Ludo. Vista Geral do lago.

Pato escondido num charco no meio dos eucaliptos

Alfarrobeira - Ceratonia siliqua, com um porte exemplar. Muito bonita e cuidada. Primeira paragem para fotos e descanso...

...da Maggie, que já começava a aqueçer! Mas estava muito contente com o passeio!

Perto da alfarrobeira, umas ruínas romanas de salga de peixe...que eu desconhecia por ali!

Pormenor das ruínas

Caminho sob os eucaliptus e acácias, ao longo do campo de golfe de S. Lourenço.

O tormento de muitas pessoas, mas de agrado de qualquer narizinho...Acácias em flor. Aqui o pormenor das suas flores.

Mais aves (patos, garças) num paraíso aqui tão perto.

Este, até se pôs de perfil, sem se mexer, para ficar bem na foto!

Os dois, juntinhos, Tête-a-tête a penicar o almocinho!

Flamingo, no meio dos patos, calmamente a petiscar.

Este, mal me deixou tirar esta foto, pois a maior parte do tempo, a sua cabeça estava mergulhada!
E assim se passou a tarde, calma e adorável, numa zona que para mim, é das mais importantes e belas do nosso Algarve.

Visitem e bons passeios...

sábado, setembro 10, 2011

Um dia de praia em Agosto

Num destes dias de Agosto, onde toda a população de Portugal se concentra (em peso!) na Costa Algarvia, decidi ir para um pouco mais longe, mas ainda assim pertinho de uma das zonas mais movimentadas na época balnear: Portimão/Lagos. Mesmo em frente a Alvor, e ao lado de Lagos/ Meia-Praia. Pois é, logo ali.
A vantagem, é que ao longe se veêm "formigas" e por alí, meia dúzia de pessoas, têm uma área de mais de 2 km de costa livre só para nós!
Dificuldade: pois é! É o acesso. Ou se vai a pé, ou se é previlegiado e se tem coragem para atravessar um pontão prestes a ruir a qualquer momento ou maré...


A minha menina também pôde ir e passou o dia, literalmente, na água, na tentativa infrutífera de apanhar uns peixinhos que insistiam em andar à sua volta...

A água estava fantástica, com uma temperatura ideal para estar de molho todo o dia...

As "marcas" de sapatos, calças ou calções desapareceram nesse mesmo dia!

 Entre uns mergulhos, umas braçadas e umas voltinhas na areia para ficar como um croquete, um momento de descanso... se bem que a areia nos olhos incomode um bocadinho! Mas a mamã limpa....
Mais uma voltinha...

Já agora, umas massagens com os pés....bom para ambas, obviamente!

Mas como tudo o que é bom, acaba por ter um fim, também o nosso dia de praia chegou ao fim. Afinal, ainda tinhamos uma horita de viagem.
Já agora, partilho convosco as imagens da paisagem que nos rodeava....
simplesmente digna de uma visita em qualquer época do ano.

Pequeno "estuário" na Ria de Alvor, onde é praticada a arte do viveirismo de bivalves...e onde os mais pequeninos podem gozar de um dia literalmente dentro de uma banheira gigante!


Este é caminho que temos que atravessar. O único que nos leva até às dunas, através da Ria.


 Parapente (quedas e trambolhões) praticado durante todo o ano, sempre que o vento o proporciona, dando cores diversas à paisagem e imenso movimento.

Aqui vemos então os "tabuleiros" de bivalves, num momento de maré vazia, onde o "cuidador" verifica o estado dos mesmos. Deixo as explicações técnicas, para os entendidos na matéria, pois eu só sou entendida no prato!
Mas a imagem é muito especial...


Um "close up"...

 E aqui estamos nós de partida.... o caminho vai ficar bem mais estreito e esburacado e digamos, da largura da viatura...ou um pouco menos!

 Atravessada a "ponte", esta é a imagem que se vê no estradão de acesso à costa...

Quase apanhava o pôr do sol...


 "Ready to go"..... cheinha de sono.

E este foi um dia de praia, relaxante, sem me preocupar com estacionamento, com o não puder partilhar desta maravilha à beira-mar plantada, juntamente com a minha companheira canina, e sem que tenha que fazer um cálculo da melhor forma de colocar a toalha e o guarda-sol, sem tocar na vizinhança!

Um lugar único, numa região linda e melhor....logo ali!

Bons passeios e bom resto de verão...

domingo, novembro 14, 2010

Vila de Monchique e Fóia

Fóio - Setembro 2010. Aqui, as núvens estão abaixo de nós...
Fóia: ponto mais alto de todo o Algarve, com os seus cerca de 910 metros de altitude, transporta-nos para outra estação, mesmo em pleno dia de Verão. Neste dia, com cerca de 31ºC ao nível do mar, chegamos lá acima e a temperatura vai para os 12-13ºC!
Frio. Muito frio, para quem vai de vestes de Verão!

Ao chegar lá acima, podemos apreciar a vista sobre toda a Serra de Monchique, onde as árvores formam um verdejante tapete que cobre grande parte da Serra. Pena e triste, as manchas despovoadas de árvores que se avistam aqui e além, devido a "desastres" que o Homem  ainda insiste em manter e promover, com os fogos que se verificam ano após ano...
Subir ao cimo das pedras na Fóia.


 As árvores, como alguém escreveu, "formam um misterioso jardim, uma catedral natural que o mar emoldura no infinito."

Lá em cima, sentimos a fria briza e as núvens que por nós passam e nos fazem sentir como sendo "parte" da natureza, de forma nua e natural.







 Descemos, em sentido à Vila de Monchique. Pelo caminho, passando por caminhos emoldurados de vegetação luxuriante, fontes, ribeiros e regatos que a cada curva se vão descobrindo. É esta riqueza hidrológica que dá vida, cor e frescura a esta região.

Castanhas ainda dentro do "ouriço" em fase de amadurecimento.

Castanheiro (árvore adulta) - nome científico: Castanea sativa

Uma das espécies, entre muitas outras, que se evidenciam na paisagem, são os Castanheiros (Castanea sativa), que nesta altura do ano, nos fornecem o precioso fruto, que pelas ruas das nossas vilas e cidades nos fazem cescer a água na boca - as castanhas. Aqui, ainda em fase de maturação.
Caminhos na Serra da Monchique, entre Castanheiros e Eucaliptos.

Caminhos e mais caminhos, por entre árvores várias. Aqui, uma zona de eucaliptal.

A extracção de sienitos (usada nas pedras de calçada da região) e a extracção de cortiça, são duas das actividades económicas mais importantes na região, a par do engarrafamento da água de Monchique e da exploração florestal intensiva (eucaliptos e pinheiros).

Outras fontes de rendimento são os produtos agro-alimentares artesanais e a apicultura. A suinicultura e a agricultura de subsistência, em socalcos, tmabém são relevantes para a economia local. Convém referir a já famosa Feira dos Enchidos de Monchique!


Vistas panorâmicas da Serra, transporta-nos para várias direcções e orientações desde a Serra até ao mar, lá ao fundo...
Vista da Serra num dos muitos miradouros que se podem encontrar.

Vila de Monchique: arte e cultura popular encontram-se no centro da vila.
Descemos mais um pouco pela serra e chegamos á vila: Vila de Monchique.

Aqui, encontramos a tradição da vila, aliada à modernização, num misto de arte e tradição, que tanto motiva e incentiva o turismo local.
Alusão aos mais pequenos da vila.

Painel de azulejos, situado no centro da vila.

Vista panoramica da Vila de Monchique.

Mais uma das vistas da Serra de Monchique.


Vale a pena visitar, com calma e tempo, de forma a descobrir o que de genuíno ainda existe na nossa região.

Fui um dia muito bem passado, em família.

Ah, e já agora, não deixe de experimentar a melhor parte: a gastronomia local - doces e enchidos....hum!

Aprecie e....bons passeios.
Momentos da vida da Vila, onde o doutor conversava com os mais jovens da terra.

segunda-feira, outubro 18, 2010

Alte - onde o verde e a água convidam a infindáveis momentos de lazer

Em mais um dia de passeio pelo nosso barrocal algarvio, cheguei a este fantástico lugar, baptizado de ALTE. Com as suas casas de tipo rural, construídas em taipa e com tecto de caniço que enquadram a brancura de uma aldeira tipicamente serrana, atraem qualquer turista nacional ou estrangeiros, para um passeio pedonal pelas suas ruas e ruelas. Note-se que a aldeia de Alte é geralmente considerada como uma das mais bonitas de Portugal.
Foi a tipicidade desta aldeia que me convidou a percorrer essas ruas apertadas, com calçadas empedradas com a tradicional calçada e com pequenos páteos aqui e ali, cheios de floreiras de coloridas e floridas sardinheiras (Pelargonium zonale).
A aldeia foi edificada entre os 4 cerros que a rodeiam: Galvana, Francelheira, Castelo e Rocha Maior, e convido-vos a um passeio "virtual" pela aldeia:

Num dos painéis visíveis ao longo do passeio junto á ribeira, é possível ver e ler este poema de Luís de Camões, tão antigo na sua origem, mas igualmente actual na mensagem que deixa.

Numa das esplanadas junto á ribeira, todas as mesas são construídas com os pés em ferro provenientes das famosas máquinas de costura de mesa - SINGER. Original e respeita os princípios da reciclagem...

A ribeira que atravessa Alte, desde a Fonte Grande à Queda do Vigário, dá frescura perene e alegria á aldeia. É frequente encontrar crianças e adultos a banharem-se e a brincar nas límpidas e frias águas da ribeira.




Pela aldeia adentro, caminhando desde a ribeira até ao centro da aldeia, é possível observar pequenas e típicas ruelas, com a sua típica calçada á portuguesa e aqui, com uma esplêndida bougainvillea em flor para alegrar o olho.

Em frente da Igreja Matriz de Alte, consegue ver-se ainda a placa na parede da casa que indica o sentido da Estrada Nacional, por caminhos outrora seguidos, mas que neste momento apenas são seguidos pelos turistas, curiosos e moradores locais, que querem explorar os caminhos de antigamente.
Capela de S. Luís nos dias de hoje.

Capela de S. Luíz nos tempos de outrora. Ao longo das ruelas podemos observar imagens dos vários pontos históricos da vila, em diferentes momentos da sua vida e evolução. Observem que a árvore é ainda a mesma em ambas as imagens...


Porta principal de entrada da Igreja Matriz. Com fundação anterior ao séc. XV, a igreja sofreu remodelações nos séc. XVI e XVIII. O portal e as pias baptismais são manuelinos. O maior destaque desta igreja, são a abóboda quinhentista artesoada, revestida com azulejos do séc. XVIII e talha barroca. Magníficos azulejos policromos completam a decoração da igreja, assim como as belas imagensde Santa Teresa (séc. XVII), Nossa Senhora do Rosário e Santa Margarida (séc. XVIII), também decoradas a azulejo.

Vista geral da Igreja Matriz, no centro da Aldeia de Alte.

De volta á Ribeira, passo por mais uma ruela em que a arquitectura típica se funde com o conforto das modernas casas por dentro, mas mantêm a cor e imagem de antigamente por fora.

Rua dos Pisadoiros, um painel de azulejos descreve e mostra uma das actividades praticada nos tempos idos e que ainda se mantêm vivo nas mentes dos mais idosos. Esta era a rua em que a actividade de empreita da palma era praticada desde as primeiras horas da madrugada, até ao nascer do sol, pelas senhoras da terra. A tarefa consistia em, após demolhar nas levadas da ribeira e enxuto o esparto, nas suas margens, este (o esparto) era depois pisado, horas a fio, nas ruas e largos da aldeia. Á noite, nos serões à lareira ou nos pátios da aldeia, as mulheres torciam-no entre as suas mãos, numa delicada e fina baracinha. Eram depois comercializados como objectos funcionais do quotidiano: ceirões, cabos, sacos de rede, alcofas, tapetes...
  
Um dos pontos mais altos da aldeia, onde é poss

Escultura na ribeira.


 
O pormenor de troncos de alfarrobeira (nome científico: Ceratonia siliqua, nome comum: alfarrobeira) a emergir de uma rocha, demonstrando e elevada capacidade de resistência e de persistência, para vingar num sistema rochoso como o da região. Podia ser uma escultura, mas é a natureza a sua autora... 


Exemplo de uma nora em funcionamento. Esta encontra-se á entrada do restaurante "Fonte Pequena", que se recomenda, principalmente pela especialidade que eu bastante aprecio: Carapaus alimados.....

Vista da margem lateral da ribeira

Um dos muitos poemas de Cândido Guerreiro - poeta altense, que tantas vezes se inspirou nas suas visitas á Fonte Pequena. O poeta apreciava particularmente a harmonia bucólica do local, cujas características ainda hoje se mantêm. Aliás, foi nesse lugar que a povoação resolveu adificar uma estátua sua, em sua homenagem.

A Fonte Pequena.

Ponte de acesso á vila, que passa sobre a ribeira. Vejam-se os bandos de patos mudos, patos reais e cisnes que passeam calmamente pela ribeira em busca de comida que os transeuntes e residentes lhes atiram á água.... A Maggie bem que olhou para eles e fez as suas contas de cabeça......mas decidiu apenas nadar com eles!
Ora bem.....quantos são?????

Ataque!!!!.....Bolas, a água está fria, brrrrrrr.........
fugiram todos. Porque seria?
 Muitas coisas ficaram por ver, mas muitas ficaram na memória. É um passeio para fazer só, ou em família, mas não esquecer nunca um farnelzito e um livro ou caderno de apontamentos, de forma a poder apreciar verdadeiramente este ambiente á nossa volta, que tanta gente inspirou...

E não deixe de apreciar a doçaria e confeitaria com a tradicional amêndoa e mel, nas pastelarias locais. E a aguardente de medronho que vai bem com todos esses docinhos...

Divirta-se e bons passeios...